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Potencie a sua carreira: como capitalizar a experiência num mercado cada vez mais jovem
Maio 30, 2017

No passado dia 11 de maio, a AESE abriu as portas a mais uma ação de continuidade – Potencie a sua carreira – que tão elegantemente se entregou a um painel de quatro presenças da área dos Recursos Humanos e do Desenvolvimento Pessoal.

Um dos tópicos visitados recaiu sobre o número que tantas vezes rotula um profissional em qualquer setor de atividade: a idade.

Eduarda Luna Pais, organizadora e moderadora da ação, dirigiu-se a Margarida Barreto e a Brito Ribeiro com uma questão que, apesar de nem sempre ser encarada com a honestidade que lhe é merecida, foi aqui considerada como ponto de relevo para a discussão: como é que se pode capitalizar a experiência perante um mercado cada vez mais jovem?

Margarida Barreto aliou o seu sorriso a um conjunto de palavras que, de forma natural, se expuseram a uma curiosa plateia que a observava de olhos salientes. Começou por afirmar que o primeiro ingrediente está relacionado com a capacidade de nos mantermos jovens. Na verdade, Margarida sublinha esta palavra com uma suave veemência, ligando-a à contínua sede de desafios, inquietações e à constante aprendizagem de matérias. A juventude aparece, assim, enquadrada numa perspetiva de atualização de conhecimentos e de competências. Só assim será possível adaptarmo-nos a um mundo que está em constante mudança.

Para além disso, é importante cuidarmo-nos. Como diria Margarida “Podemos parecer mais jovens ou menos jovens, de acordo com aquilo que é lido da maneira que nos sentimos”.

Brito Ribeiro ativou o humor no início do seu discurso, ao encarar a palavra “velho” com alguma resistência. Como depois explicou, este conceito está associado a eternos contadores de história que, com os seus olhos acinzentados, recordam constantemente um passado que aparece condicionado pelas suas ideias pouco evoluídas. Na verdade, o reflexo de um velho pode apresentar um jovem corpo de 20 anos que, por ser defensivo, deixa-se enterrar na sua zona de conforto, instalando-se na rotina de sempre, para sempre. Na verdade, “A capacidade e a disponibilidade para aceitarmos novos desafios, torna-nos jovens eternamente”.

Não há dúvida de que a questão está no valor e não no número. Para além disso, e citando Brito Ribeiro, “A questão também depende dos líderes e da maneira como olham para as pessoas sem qualquer tipo de estigma.”

Foi esta afirmação que despoletou um tópico igualmente polémico – colocado por Eduarda Luna Pais - e que recaiu precisamente na perspetiva da entidade empregadora: “O que é que se pode fazer em Portugal para que estejamos mais próximos da mentalidade dos Estados Unidos onde nem se pergunta a idade e recruta-se unicamente pelas valências?

Margarida Barreto encontra a sua resposta em dois aspetos principais: em políticas corretas de Recursos Humanos e em profissionais que mantenham a iniciativa, a capacidade de abraçar desafios e de transformarem o seu conhecimento.

Na verdade, refere a existência de estudos que indicam que profissionais com mais de 55 anos são mais produtivos, precisamente por possuírem uma disponibilidade diferente da de outrem.

Brito Ribeiro reitera as palavras de Margarida: “Estou inteiramente de acordo e digo-vos: normalmente, nos processos de recrutamento, o importante é saber o que procuramos e o que existe na organização. Até hoje ainda não apareceu numa folha competência e idade. Aparece sim o conjunto de competências e as pessoas são ou não selecionadas de acordo com esse critério.” É precisamente aqui que reside o valor de um profissional, na correspondência em termos de competências e não no número de anos que completou.

Brito Ribeiro termina a sessão com uma frase que resume tudo aquilo que foi discutido: “Não vejo a questão da idade. Sinceramente não a vejo e não a pratico”.


Escrito por: Carolina Taveira (ELPing)